Cansei de esperar a maneira perfeita de arrumar as palavras, para que elas mexam com ele assim como elas mexem comigo. Decidi jogá-las aqui, como eu faço todos os dias na minha mania de falar rápido demais e tudo o que vem à minha cabeça. Gritá-las aqui, assim como os meus sentimentos gritam todos os dias de medo de perde-lo para o meu jeito explosivo.
Ele sempre diz que eu reclamo demais, grito demais, reclamo demais, mas sou assim a hipérbole de uma menina que tem receio de dizer- sabe se lá o por que- o quanto eu gosto do cheiro que tem a pele dele com sabonete, de como o cabelo arrepiado só na frente e bagunçado por nem se dar ao trabalho de pentear arrepiam e me bagunçam por dentro. Gosto do jeito que o rosto dele fica quando a luz da lua reflete, do jeito como ele sempre é bom em tudo e se dedica e principalmente de como o olho dele brilha quando fala comigo ou quando sorri para mim.
Acho que ainda não acostumei com tanta atenção, não acostumei a reparar em tantos detalhes em uma pessoa só, e também com o fato de que não consigo enxergar outra pessoa na minha vida além dele.
Vamos continuar brigando, vou continuar irritada, ele vai continuar teimoso e desligado para as coisa que me magoam. Mas não existe mais ninguém que tenha a capacidade de me fazer feliz na "alegria e tristeza, na riqueza ou na pobreza até que a morte nos separe"...
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