terça-feira, 5 de outubro de 2010

Infância comprada

Após o fim do bloco soviético, o mundo abriu as portas para o mercado globalizado, a publicidade nunca esteve tão em alta quanto os dias de hoje.
Indubitavelmente, consumir é necessário para viver. Isto está inserido em tarefas simples como: comer, vestir, etc. Mas as empresas publicitárias não estão satisfeitas com apenas suprir necessidades básicas, assim, vendendo produtos supérfulos tornando o consumo transcendental. Vem se notando que a publicidade, atualmente, está voltando suas campanhas a um público alvo mais influenciável para alcançar seus objetivos: as crianças.
A habilidade de jogar queimada outrora considerada "passe" para ser aceito em um grupo social, hoje é trocada pela posse de um tênis de certa marca, um celular com mais funções, etc. Distanciando a criança de brinquedos comuns, transformando-os em consumidores precoces.
Segundo um professor de psicologia da USP, o ato de consumir, para as crianças, não é algo racional e sim intuitivo, apenas uma repetição do que tanto vê na mídia e meios de comunicação em geral. Por exemplo, a euforia de ganhar um produtoque passa várias vezes nos comerciais, dura menos do que a propaganda.
Com isso, a mídia vem incentivando a subjetividade nas crianças e acabando com a infância do "pega-pega", brincadeiras de rua estão sendo substituidas por pseudo-alegrias geradas pelo consumismo.
A culpa do consumo exacerbado não é só das empresas publicitárias ou dos pais das crianças, muitos menos dos pequenos consumidores. O problema é gerado pela conveniência das situações criadas pelo mundo globalizado atualmente. O consumismo tornou-se uma ideologia, um hábito mental forjado e as crianças não ficam fora dessa lógica, sofrem com as consequências do consumismo: obesidade, erotização precoce, estresse familiar, entre outros. A infância precisa ser conservada na sua essência para a formação de indivíduos conscientes.

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