sexta-feira, 8 de outubro de 2010

assim como eu.

Quando não te falta nada e você quer mais, significa que é egoista? Mimada?
Eu não sei mais no que acreditar, o que sentir. Sinto-me perdida, sem solução, se não sou capaz de entender a mim mesma, o que sobra ?
Logo eu-sem copiar ou citar charlie brown- que sempre fui tão confiante, tão cheia de sabedoria. Acabo descontando em forma de raiva o medo de ver esvaindo a minha antiga segurança, o meu ódio de não conseguir decidir nada. A insegurança de de repente me encaixar e entender tão perfeitamente a célebre frase - e agora sim citando, milton nascimento - "eu caçador de mim", tentando descobrir o que está me incomodando e tirando o sono.
O que eu não consigo enteder é que eu sou forte mas quebro, me entedio fácil e que eu provavelmente nunca entenderei tudo. E aproveitando as citações:
"Eu não quero ser dura e eu não quero ser orgulhosa
Não preciso ser consertada e certamente não preciso ser achada"
Um texto confuso, assim como eu.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Infância comprada

Após o fim do bloco soviético, o mundo abriu as portas para o mercado globalizado, a publicidade nunca esteve tão em alta quanto os dias de hoje.
Indubitavelmente, consumir é necessário para viver. Isto está inserido em tarefas simples como: comer, vestir, etc. Mas as empresas publicitárias não estão satisfeitas com apenas suprir necessidades básicas, assim, vendendo produtos supérfulos tornando o consumo transcendental. Vem se notando que a publicidade, atualmente, está voltando suas campanhas a um público alvo mais influenciável para alcançar seus objetivos: as crianças.
A habilidade de jogar queimada outrora considerada "passe" para ser aceito em um grupo social, hoje é trocada pela posse de um tênis de certa marca, um celular com mais funções, etc. Distanciando a criança de brinquedos comuns, transformando-os em consumidores precoces.
Segundo um professor de psicologia da USP, o ato de consumir, para as crianças, não é algo racional e sim intuitivo, apenas uma repetição do que tanto vê na mídia e meios de comunicação em geral. Por exemplo, a euforia de ganhar um produtoque passa várias vezes nos comerciais, dura menos do que a propaganda.
Com isso, a mídia vem incentivando a subjetividade nas crianças e acabando com a infância do "pega-pega", brincadeiras de rua estão sendo substituidas por pseudo-alegrias geradas pelo consumismo.
A culpa do consumo exacerbado não é só das empresas publicitárias ou dos pais das crianças, muitos menos dos pequenos consumidores. O problema é gerado pela conveniência das situações criadas pelo mundo globalizado atualmente. O consumismo tornou-se uma ideologia, um hábito mental forjado e as crianças não ficam fora dessa lógica, sofrem com as consequências do consumismo: obesidade, erotização precoce, estresse familiar, entre outros. A infância precisa ser conservada na sua essência para a formação de indivíduos conscientes.

domingo, 3 de outubro de 2010

you are amazing, just the way you are

Cansei de esperar a maneira perfeita de arrumar as palavras, para que elas mexam com ele assim como elas mexem comigo. Decidi jogá-las aqui, como eu faço todos os dias na minha mania de falar rápido demais e tudo o que vem à minha cabeça. Gritá-las aqui, assim como os meus sentimentos gritam todos os dias de medo de perde-lo para o meu jeito explosivo.
Ele sempre diz que eu reclamo demais, grito demais, reclamo demais, mas sou assim a hipérbole de uma menina que tem receio de dizer- sabe se lá o por que- o quanto eu gosto do cheiro que tem a pele dele com sabonete, de como o cabelo arrepiado só na frente e bagunçado por nem se dar ao trabalho de pentear arrepiam e me bagunçam por dentro. Gosto do jeito que o rosto dele fica quando a luz da lua reflete, do jeito como ele sempre é bom em tudo e se dedica e principalmente de como o olho dele brilha quando fala comigo ou quando sorri para mim.
Acho que ainda não acostumei com tanta atenção, não acostumei a reparar em tantos detalhes em uma pessoa só, e também com o fato de que não consigo enxergar outra pessoa na minha vida além dele.
Vamos continuar brigando, vou continuar irritada, ele vai continuar teimoso e desligado para as coisa que me magoam. Mas não existe mais ninguém que tenha a capacidade de me fazer feliz na "alegria e tristeza, na riqueza ou na pobreza até que a morte nos separe"...