quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Disseram

"Odeie o jogo, não o jogador" disseram. E eu não posso. Não posso porque não quero acreditar que todos iguais. Nascemos iguais, mas escolhemos no que nos tornamos. E se tornar em um mau jogador é uma escolha, fazer um mau jogo é uma opção.
Estamos em um tempo no qual tira-se a responsabilidade das pessoas e culpamos o momento, o mundo, a vida, a essência. Mas se prestarmos bastante atenção, veremos que quase tudo o que acontece não é culpa de Karma, Deus, destino, e sim nossa. Nossa culpa não apenas de uma maneira ruim, boa também. Conseguimos coisas ou as perdemos por nós mesmos, somos bons ou ruins quando nos convêm um dos dois, quando decidimos ser assim. Ninguém é de todo um mau jogador, não existem somente maus jogares. Então eu culpo as pessoas sim, os jogadores. São eles que fazem o jogo, somos nós que decidimos por qual caminho seguir.
Eu já vi a pureza e tenho a sorte de presenciá-la todos os dias. A bondade me faz acreditar e não desistir de pensar que existe sim bons jogadores, a não me conformar com os ruins e não enxergá-los como únicos, mas o mais importante, me ensina a jamais enxergar a pureza e a bondade como completas.
Jamais culpe o jogo, culpe a si mesmo, culpe quem joga, mas mude, assuma o controle de suas ações e enxergue que o outro também é dessa maneira. Permita-se ser mais humano, não dói.