quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Um dia acordei e, aparentemente, estava tudo normal. Senti falta das mesmas pessoas, quis voltar ao passado, lamentei estar longe e por esse motivo, você ter me esquecido. Resolvi te ver, matar a saudade de tanto tempo, mesmo tendo que correr atrás, passando por cima de toda minha personalidade, na verdade, nem percebi que fazia isso por você.
Te liguei, nos vimos e fizemos tudo o que anteriormente nos divertia. No decorrer do dia, percebi que eu já não achava mais tanta graça nas nossas coisas, os seus assuntos me entediavam, seus dramas não tinham mais sentido. Pensei em todas as pessoas que te cercavam e lamentei por mim, pois era a única ali sem ser convidada. Fui embora sem pensar em nada.
No dia seguinte acordei sem sentir sua ausência, sua frieza estava explicada não mais pela distância entre nós, mas sim pelo puro esquecimento e insignificância de todo o sentimento que achávamos ter. Percebi que você já tinha partido fazia tempo da minha vida e só estávamos empacados no caminho, um de nós tem que seguir em frente, por isso sem mágoas agora, tudo isto já estava previsto.
O passado foi bom, ninguém seria melhor para todos aqueles momentos se não você e é isso que ficou agora. Saudade das memórias, mas sem vontade de revivê-las. "O novo é sempre melhor" como dizem por ai.
Cresci, respeitei minha personalidade, respeitei nossas memórias, segui meu caminho, deixei você.