quarta-feira, 26 de junho de 2013

Um dia.

Eu queria muito começar um texto novo. Mas esse é o problema, não sei começá-lo e quando começo, não sei terminar. Ultimamente tenho reparado que minha vida toda é assim, sempre foi: mudei de escola para escola desde que me conheço por gente e nem era por motivos necessários, as vezes era apenas enjoo da rotina, das pessoas etc. Meus cursos, terminei apenas um e os que eu realmente queria fazer, nem comecei... por motivos de força maior, nunca de preguiça, ponto pra mim.  E quando cheguei na faculdade? Aí ficou pior... comecei três e larguei duas. Quando eu parei para pensar, fiquei morrendo de vergonha dessas coisas... Qual é o problema comigo? Por que eu não consigo terminar nada? Aí eu fico com essa angústia no peito de ter 21 anos e não ter nada, não ser nada e ainda não poder culpar ninguém além da minha incapacidade de começar e levar alguma coisa adiante.
Percebi que tenho essa mania chata de esperar para viver. Na verdade, é uma contradição enorme, porque desde que saí do ensino médio me sinto perdida, mas jamais parei de correr atrás do que quero, ou seja, não espero as coisas aconteceram para mim, eu faço com que elas aconteçam, apesar disso, infelizmente, fico esperando a vida toda acontecer, entendem? Corro atrás do dia de hoje, das necessidades de agora, mas espero uma carreira fixa, uma viagem grandiosa, uma família, casa, carro, carteira de motorista, caírem do céu. Fico aguardando o dia que eu vou ter tudo isso, mas parece que não vem logo, não acontece nada.
Talvez eu também tenha uma pressa de viver muito grande. Uma pressa de que algo grandioso aconteça DO NADA e minha vida mude da água pro vinho. Sinto-me sufocada por mim mesma por causa da pressa, como se eu tivesse que ser uma pessoa bem sucedida já, a qual possui uma casa ou pelo menos um carro. A mesma que está terminando a faculdade e tem uma carreira programada. Como eu não queria sentir esse aperto no peito, ansiedade de vida e sufoco social.
Jamais quero deixar aqui registrado qualquer ideia de insatisfação com a vida que levo, mas sim o meu desejo de mudar, a vontade de correr atrás de um objetivo, traçar um plano de vida, de carreira ou pelo menos conseguir terminar a faculdade. A vida que tenho é longe de ser ruim, pois embora eu seja assim toda confusa e perdida, eu vivo o hoje, agora e não tenho medo de arriscar. Se estou infeliz, mudo todos os quadros e capítulos vividos sem me importar com o tempo qual estão em cena. Quando alguma ideia surge, eu executo sem pensar duas vezes, enfim, por viver de impulsos, esqueço de que existe um amanhã, a tristeza é que ele sempre vem me dar um choque de realidade e então escrevo estes textos enormes para atormentar um leitores que fazem o favor de ler e compartilhar um pouquinho do meu sentimento.
E quase como um clichê, uma ironia, não sei terminar o texto...

Nenhum comentário:

Postar um comentário